E foram felizes para sempre!

Por que toda história de amor termina onde se inicia a construção do amor? Beijar o sapo, costuma ser a parte mais fácil dessa construção. O difícil é conviver com o príncipe revelado no dia a dia, que se sucede, e conciliar interesses e diferenças. Igualmente difícil é conviver com a ideia de princesa que a sapa tem de si.

Peraí, que essa não é uma história machista. Vamos começar tudo de novo: beijar a sapa, conviver com a princesa desencantada e conter o ímpeto de príncipe autoritário, ciumento e preguiçoso…

Alain de Botton joga uma luz sobre essa questão. Pois os problemas de depois, muitas vezes se iniciam bem antes. Ao longo de nossa criação, vamos consolidando, através de exemplos e experiências associadas nossas concepções de amor e de relacionamentos. Vamos idealizando o que desejamos e a nós mesmos. E quantas vezes a vida já nos mostrou que idealizações são idealizações e realidade é realidade?

Nós crescemos, amadurecemos… Se já pensamos em relações estáveis ou casamento, já passamos, necessariamente, por experiências boas e ruins. Por que nos mantermos presos, então, a idealizações infantis? Por que não tomamos pelas mãos as nossas relações reais e as transformamos em algo bom?

Com certeza, não é fácil. Caso fosse, a Disney ganharia bilhões de dólares vendendo continuações de seus contos de fada! Mas é sobre a nossa vida que estamos falando, não de filmes. Podemos ir pulando de relações em relações e lamentando a falta de sorte ou tentamos nos demorar um pouquinho mais em uma ou na última, tentando construir algo novo com a alma gêmea que escolhemos ter ao lado.

Auxiliar mulheres, homens e casais que atravessam conflitos em seus relacionamentos é uma das atribuições dos psicólogos. Um trabalho que passa pela identificação e reformulação de idealizações pessoais e de padrões de relacionamentos. Para que cada um tenha uma melhor compreensão de si, do outro e do relacionamento. Promovendo um encontro de realidades que pode, sim, ser maravilhoso.